Meus Estudos Em Rede

03 março 2008

RELAÇÃO DE COISAS QUE NÃO SABEMOS OU NÃO LEMBRAMOS...

Recebi esta relação por e-mail ... vale a pena ler para aprender, entender ou relembrar ...

Os Três Reis Magos:

1 - O árabe Baltazar: trazia incenso, significando a divindade do Menino Jesus.
2 - O indiano Melchior: trazia ouro, significando a sua realeza.
3 - O etíope Gaspar: trazia mirra, significando a sua humanidade.



As Sete Maravilhas do Mundo Antigo:

1 - As Pirâmides do Egito
2 - As Muralhas e os Jardins Suspensos da Babilônia
3 - O Mausoléu de Helicarnasso (O Túmulo em Éfeso )
4 - A Estátua de Zeus, de Fídias
5 - O Templo de Artemisa (ou Diana)
6 - O Colosso de Rodes
7 - O Farol de Alexandria.



As 7 Notas Musicais

A origem é uma homenagem a São João Batista, com seu hino :


Ut queant laxis () Para que possam
Resonare fibris ressoar as
Mira gestorum maravilhas de teus feitos
Fa mulli tuorum com largos cantos
Sol ve polluit apaga os erros
Labii reatum dos lábios manchados
S ancti I oannis Ó São João



Os Sete Pecados Capitais:

(Eles só foram enumerados no século VI, pelo papa São Gregório Magno

(540-604), tomando como referência as cartas de São Paulo)


1 - Gula
2 - Avareza
3 - Soberba
4 - Luxúria
5 - Preguiça
6 - Ira
7 - Inveja


As Sete Virtudes: (para combater os pecados capitais)

1 - Temperança (gula)
2 - Generosidade (avareza)
3 - Humildade (soberba)
4 - Castidade (luxúria)
5 - Disciplina (preguiça)
6 - Paciência (ira)
7 - Caridade (inveja)



Os Sete dias da Semana e os "Sete Planetas" :

Os dias, com exceção da língua portuguesa , mantém os nomes dos sete
corpos celestes conhecidos desde os babilônios:

1 - Domingo - dia do Sol
2 - Segunda - dia da Lua.
3 -Terça - dia de Marte
4 - Quarta - dia de Mercúrio
5 - Quinta - dia de Júpiter
6 - Sexta - dia de Vênus
7 - Sábado - dia de Saturno


As Sete Cores do Arco-Íris:

Na mitologia grega, Íris era a mensageira da deusa Juno. Como descia
do céu num facho de luz e vestia um xale de sete cores, deu origem à
palavra arco-íris. A divindade deu origem também ao termo íris, do
olho.

1 - Vermelho
2 - Laranja
3 - Amarelo
4 - Verde
5 - Azul
6 - Anil
7 - Violeta


Os Dez Mandamentos:

1º - Amar a Deus sobre todas as coisas
2º - Não tomar o Seu Santo Nome em vão
3º - Guardar os sábados
4º - Honrar pai e mãe
5º - Não matar
6º - Não pecar contra a castidade
7º - Não furtar
8º - Não levantar falso testemunho
9º - Não desejar a mulher do próximo
10º - Não cobiçar as coisas alheias



Os Doze Meses do Ano:

1- Janeiro: homenagem ao Deus Janus, protetor dos lares
2- Fevereiro: mês do festival de Februália (purificação dos
pecados), em Roma;
3- Março: em homenagem a Marte, deus guerreiro;
4- Abril: derivado do latim Aperire (o que abre). Possível
referência à primavera no Hemisfério Norte;
5- Maio: acredita-se que se origine de maia, deusa do crescimento
das plantas;
6- Junho: mês que homenageia Juno, protetora das mulheres;
7- Julho: No primeiro calendário romano, de 10 meses, era chamado de
quintilis (5º mês). Foi rebatizado por Júlio César;
8- Agosto: Inicialmente nomeado de sextilis (6º mês), mudou em
homenagem a César Augusto;
9- Setembro: era o sétimo mês. Vem do latim septem;
10- Outubro: Na contagem dos romanos, era o oitavo mês;
11- Novembro: Vem do latim novem (nove);
12- Dezembro: era o décimo mês

Os Doze Apóstolos:

1 - Simão Pedro
2 - Tiago ( o maior )
3 - João
4 - Filipe
5 - Bartolomeu
6 - Mateus
7 - Tiago ( o menor )
8 - Simão
9 - Judas Tadeu
10 - Judas Iscariotes
11 - André
12 - Tomé.

***Após a traição de Judas Iscariotes, os outros onze apóstolos

elegeram Matias para ocupar o seu lugar .



Os Doze Profetas do Antigo Testamento:

1 - Isaías
2 - Jeremias
3 - Jonas
4 - Naum
5 - Baruque
6 - Ezequiel
7 - Daniel
8 - Oséias
9 - Joel
10 - Abdias
11 - Habacuque
12 - Amos



Os Quatro Evangelistas e a Esfinge:


1 - Lucas (representado pelo touro)
2 - Marcos (representado pelo leão)
3 - João (representado pela águia)
4 - Mateus (representado pelo anjo)


Os Quatro Elementos e os Signos:

1 - Terra (Touro - Virgem - Capricórnio)
2 - Água (Câncer - Escorpião - Peixes)
3 - Fogo (Carneiro - Leão - Sagitário)
4 - Ar (Gêmeos - Balança - Aquário)


As Musas da Mitologia Grega:
(a quem se atribuía a inspiração das ciências e das artes)

1 - Urânia ( astronomia )
2 - Tália ( comédia )
3 - Calíope ( eloqüência e epopéia )
4 - Polímnia ( retórica )
5 - Euterpe ( música e poesia lírica )
6 - Clio ( história )
7 - Érato ( poesia de amor )
8 - Terpsícore ( dança )
9 - Melpômene ( tragédia )



Os Sete Sábios da Grécia Antiga:

1 - Sólon
2 - Pítaco
3 - Quílon
4 - Tales de Mileto
5 - Cleóbulo
6 - Bias
7 - Períandro


Os Múltiplos de Dez:
(os prefixos usados em Megabytes, Kilowatt, milímetro...)

NOME (Símbolo) = fator de multiplicação

Yotta (Y) = 1024 = 1.000.000.000.000.000.000.000.000

Zetta (Z) = 1 0 21 = 1.000.000.000.000.000.000.000

Exa (E) = 1018 = 1.000.000.000.000.000.000

Peta (P) = 1015 = 1000.000.000.000.000

Tera (T) = 1012 = 1.000.000.000.000

Giga (G) = 109 = 1.000.000.000

Mega (M) = 10 6 = 1.000.000

kilo (k) = 10 3 = 1.000

hecto (h) = 10 2 = 100

deca (da) = 101 = 10

uni = 10 0 = 1


deci d, 10-1 = 0,1

centi c, 10-2 = 0,01

mili m, 10-3 = 0,001

micro µ, 10-6 = 0,000.0001

nano n, 10 -9= 0,000.000.001

pico p, 10-12 = 000.000.000.001

femto f, 10-15 = 000.000.000.000001

atto a, 10-18 = 0,000.000.000.000.000.001

zepto z, 10-21 = 0,000.000.000.000.000.000.001

yocto y, 10 -24 = 0,000.000.000.000.000.000.000.001


exa deriva da palavra grega "hexa" que significa "seis".

penta deriva da palavra grega "pente" que significa "cinco".

tera do grego "téras" que significa "monstro".

giga do grego "gígas" que significa "gigante".

mega do grego "mégas" que significa "grande".

hecto do grego "hekatón" que significa "cem".

deca do grego "déka" que significa "dez".

deci do latim "decimu" que significa "décimo".

mili do latim "millesimu" que significa "milésimo".

micro do grego "mikrós" que significa "pequeno".

nano do grego "nánnos" que significa "anão".

pico do italiano "piccolo" que significa "pequeno".

femto do dinamarquês "femten" que significa "quinze".

atto do dinamarquês "atten" que significa "dezoito".

zepto e zetta derivam do latim "septem" que significa "sete".

yocto e yotta derivam do latim "octo" que significa "oito".


Conversão entre unidades:

cavalo-vapor 1 cv = 735,5 Watts

horsepower 1 hp = 745,7 Watts

polegada 1 in (1´´) = 2,54 cm

pé 1 ft (1´) = 30,48 cm

jarda 1 yd = 0,9144 m

angström 1 Å = 10-10 m

milha marítima =1852 m

milha terrestre 1mi = 1609 m

tonelada 1 t = 1000 kg

libra 1 lb = 0,4536 kg

hectare 1 ha = 10.000 m2

metro cúbico 1 m3 = 1000 l

minuto 1 min = 60 s

hora 1 h = 60 min = 3600 s

grau Celsius 0 ºC = 32 ºF = ?273 K (Kelvin)

grau fahrenheit =32+(1,8 x ºC



Os Dez Números Arábicos

Os símbolos tem a ver com os ângulos:

o 0 não tem ângulos

o número 1 tem 1 ângulo

o número 2 tem 2 ângulos

o número 3 tem 3 ângulos

etc...



As Datas de Casamento:

1 ano - Bodas de Algodão

2 anos - Bodas de Papel

3 anos - Bodas de Trigo ou Couro

4 anos - Bodas de Flores e Frutas ou Cera

5 anos - Bodas de Madeira ou Ferro

10 anos - Bodas de Estanho ou Zinco

15 anos - Bodas de Cristal

20 anos - Bodas de Porcelana

25 anos - Bodas de Prata

30 anos - Bodas de Pérola

35 anos - Bodas de Coral

40 anos - Bodas de Rubi ou Esmeralda

45 anos - Bodas de Platina ou Safira

50 anos - Bodas de Ouro

55 anos - Bodas de Ametista

60 anos - Bodas de Diamante ou Jade

65 anos - Bodas de Ferro ou Safira

70 anos - Bodas de Vinho

75 anos - Bodas de Brilhante ou Alabastre

80 anos - Bodas de Nogueira ou Carvalho


Os Sete Anões:

1 - Dunga
2 - Zangado
3 - Atchin
4 - Soneca
5 - Mestre
6 - Dengoso
7 - Feliz



Você Sabia ?



1 - Durante a Guerra de Secessão, quando as tropas voltavam para o
quartel após uma batalha sem nenhuma baixa, escreviam numa placa
imensa: " O Killed " ( zero mortos ).. Daí surgiu a expressão " O.K.
". Para indicar que tudo está bem.



2 - Nos conventos, durante a leitura das Escrituras Sagradas, ao se
referir a São José, diziam sempre " Pater Putativus ", ( ou seja: "Pai
Suposto" ) abreviando emP.P .". Assim surgiu o hábito, nos países de
colonização espanhola, de chamar os "José" de "Pepe".



3 - Cada rei no baralho representa um grande Rei/Imperador da história:

. Espadas: Rei David ( Israel )
. Paus: Alexandre Magno ( Grécia/Macedônia )
. Copas: Carlos Magno ( França )
. Ouros: Júlio César ( Roma )



4 - No Novo Testamento, no livro de São Mateus, está escrito " é mais
fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha que um rico entrar no
Reino dos Céus "... O problema é que São Jerônimo, o tradutor do
texto, interpretou a palavra " kamelos " como camelo, quando na
verdade, em grego, "kamelos" são as cordas grossas com que se amarram
os barcos. A idéia da frase permanece a mesma, mas qual parece mais
coerente?



5 - Quando os conquistadores ingleses chegaram a Austrália, se
assustaram ao ver uns estranhos animais que davam saltos incríveis.
Imediatamente chamaram um nativo ( os aborígenes australianos eram
extremamente pacíficos ) e perguntaram qual o nome do bicho. O índio
sempre repetia " Kan Ghu Ru ", e portanto o adaptaram ao inglês, "
kangaroo" ( canguru ).
Depois, os lingüistas determinaram o significado, que era muito claro:
os indígenas queriam dizer: "Não te entendo ".



6 - A parte do México conhecida como Yucatán vem da época da
conquista, quando um espanhol perguntou a um indígena como eles
chamavam esse lugar, e o índio respondeu " Yucatán ". Mas o espanhol
não sabia que ele estava informando " Não sou daqui ".



7 - Existe uma rua no Rio de Janeiro, no bairro de São Cristóvão,
chamada "PEDRO IVO". Quando um grupo de estudantes foi tentar
descobrir quem foi esse tal de Pedro Ivo, descobriram que na verdade a
rua homenageavaD.Pedro I, que quando foi rei de Portugal, foi aclamado
como "Pedro IV" (quarto).
Pois bem, algum dos funcionários da Prefeitura, ao pensar que o nome
da rua fora grafado errado, colocou um " O " no final do nome. O erro
permanece até hoje. Acredite se quiser...

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31 janeiro 2008

"O poder tem medo da Internet"

Vejam que interessante - entrevista com Manuel Castells.


10/01/2008
"O poder tem medo da Internet", diz o sociólogo Manuel Castells

Milagros Pérez Oliva

Se alguém estudou as interioridades da sociedade da informação é o sociólogo Manuel Castells (nascido em Hellín em 1942). Sua trilogia "A Era da Informação: Economia, Sociedade e Cultura" (editada no Brasil pela editora Paz e Terra) foi traduzida para 23 idiomas. É um dos primeiros cérebros resgatados: voltou à Espanha para dirigir a pesquisa da Universidade Aberta da Catalunha em 2001, depois de ter pesquisado e dado aulas durante 24 anos na Universidade da Califórnia em Berkeley. Uma de suas pesquisas mais recentes é o Projeto Internet Catalunha, no qual durante seis anos analisou, por meio de 15 mil entrevistas pessoais e 40 mil através da rede, as mudanças que a Internet introduz na cultura e na organização social. Ele também acaba de publicar, com Marina Subirats, "Mujeres y hombres, ¿un amor imposible?" (Alianza Editorial), no qual aborda as conseqüências dessas mudanças.


Ilustração: Galismarte. Foto: Marcos Nagelstein/Folha Imagem
Sociólogo Manuel Castells analisa o papel da Internet nas relações sociais e na política

El País - Esta pesquisa mostra que a Internet não favorece o isolamento, como muitos crêem, e sim que as pessoas que mais batem papo são as mais sociáveis.
Manuel Castells - Sim. Para nós não é nenhuma surpresa. A surpresa é que esse resultado tenha sido uma surpresa. Há pelo menos 15 estudos importantes no mundo que dão esse mesmo resultado.

EP - Por que acredita que a idéia contrária se propagou com sucesso?
Castells - Os meios de comunicação têm muito a ver. Todos sabemos que as más notícias são mais notícia. Você utiliza a Internet e seus filhos também; mas é mais interessante acreditar que ela está cheia de terroristas, de pornografia... Pensar que é um fator de alienação vem a ser mais interessante do que dizer: a Internet é a extensão da sua vida. Se você é sociável, será mais sociável; se não é, a Internet o ajudará um pouco, mas não muito. Os meios de comunicação são de certo modo a expressão do que a sociedade pensa: a questão é por que a sociedade pensa assim.

EP - Por medo do novo?
Castells - Exatamente. Mas medo de quem? A velha sociedade da nova, os pais de seus filhos, as pessoas que têm o poder ancorado em um mundo tecnológico, social e culturalmente antigo, em relação ao que lhes vem por cima, que não entendem nem controlam e que percebem como um perigo, que no fundo é. Porque a Internet é um instrumento de liberdade e de autonomia, quando o poder sempre se baseou no controle das pessoas, através da informação e da comunicação. Mas isso está acabando, porque a Internet não pode ser controlada.

EP - Vivemos em uma sociedade em que a gestão da visibilidade na esfera pública midiática, como a define John J. Thompson, se transformou na principal preocupação de qualquer instituição, empresa ou organismo. Mas o controle da imagem pública exige meios que sejam controláveis, e se a Internet não o é...
Castells - Não é, e isso explica por que os poderes têm medo da Internet. Estive em não sei quantas comissões assessoras de governos e instituições internacionais nos últimos 15 anos, e a primeira pergunta que os governos sempre fazem é: como podemos controlar a Internet? A resposta é sempre a mesma: não podem. Pode haver vigilância, mas não controle.
EP - Se a Internet é tão determinante na vida social e econômica, seu acesso pode ser o principal fator de exclusão?
Castells - Não, o mais importante continuará sendo o acesso ao trabalho e à carreira profissional, e, antes, o nível educacional, porque sem educação a tecnologia não serve para nada. Na Espanha a chamada divisão digital é uma questão de idade. Os dados são muito claros: entre os maiores de 55 anos, só 9% são usuários da Internet, mas entre os menores de 25 anos são 90%.

EP - Então é só uma questão de tempo?
Castells - Quando minha geração tiver desaparecido não haverá divisão digital no acesso. Mas na sociedade da Internet o complicado não é saber navegar, mas saber aonde ir, onde buscar o que se quer encontrar e o que fazer com o que se encontra. Isso exige educação. Na realidade, a Internet amplia a mais antiga lacuna social da história, que é o nível de educação. Que 55% dos adultos não tenham completado a educação secundária na Espanha é a verdadeira divisão digital.

EP - Nessa sociedade que tende a ser tão líquida, na expressão de Zygmunt Bauman, em que tudo muda constantemente e que está cada vez mais globalizada, pode aumentar a sensação de insegurança, de que o mundo se move sob nossos pés?
Castells - Há uma nova sociedade que tentei definir teoricamente com o conceito de sociedade-rede, e que não está muito longe da que Bauman define. Creio que, mais que líquida, é uma sociedade em que tudo está articulado de forma transversal e há menos controle das instituições tradicionais.

EP - Em que sentido?
Castells - Se amplia a idéia de que as instituições centrais da sociedade, o Estado e a família tradicional, já não funcionam. Então todo o nosso chão se move ao mesmo tempo. Primeiro, as pessoas pensam que seus governos não as representam e não são confiáveis. Assim, começamos mal. Segundo, pensam que o mercado vai bem para os que ganham e mal para os que perdem. Como a maioria perde, há uma desconfiança do que a lógica pura e dura do mercado possa proporcionar às pessoas. Terceiro, estamos globalizados; isso quer dizer que nosso dinheiro está em algum fluxo global que não controlamos, que a população está submetida a pressões migratórias muito fortes, de modo que é cada vez mais difícil encerrar as pessoas em uma cultura ou em fronteiras nacionais.

EP - Que papel a Internet desempenha nesse processo?
Castells - Por um lado, ao nos permitir o acesso a toda a informação, aumenta a incerteza, mas ao mesmo tempo é um instrumento chave para a autonomia das pessoas, e isso é algo que demonstramos pela primeira vez em nossa pesquisa. Quanto mais autônoma é uma pessoa, mais ela utiliza a Internet. Em nosso trabalho definimos seis dimensões de autonomia e comprovamos que quando uma pessoa tem um forte projeto de autonomia, em qualquer dessas dimensões, utiliza a Internet com freqüência e intensidade muito maiores. E o uso da Internet reforça ao mesmo tempo sua autonomia. Mas, é claro, quanto mais uma pessoa controla sua vida menos confia nas instituições.

EP - E sua frustração pode ser maior devido à distância que há entre as possibilidades teóricas de participação e as que se exercem na prática, que se limitam a votar a cada quatro anos, não acha?
Castells - Sim, há uma enorme defasagem entre a capacidade tecnológica e a cultura política. Muitos municípios implantaram pontos de acesso sem fio, mas se ao mesmo tempo não forem capazes de articular um sistema de participação eles servirão para que as pessoas organizem melhor suas próprias redes, mas não para participar da vida pública. O problema é que o sistema político não está aberto à participação, ao diálogo constante com os cidadãos, à cultura da autonomia, e portanto essas tecnologias só distanciam ainda mais a política dos cidadãos.

Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves
Fonte: UOL Mídia Global - Site: http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/elpais/2008/01/10/ult581u2405.jhtm - acessado em 31/01/2008

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